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A VOZ
Desde: 08/11/2009      Publicadas: 608      Atualização: 17/09/2013

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 A SEMANA

  11/07/2011
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PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de ÉLSON COSTA -CLXXXV

ÉLSON COSTA (1913 " 1975)

Filiação:
Maria de Novaes Costa e João Soares da Costa

Data e local de nascimento:
26/08/1913, Prata (MG)

Organização política ou atividade:
PCB

Data e local do desaparecimento:
14/01/1975, São Paulo (SP)

PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de ÉLSON COSTA -CLXXXVDirigente do PCB, seu nome integra a lista de desaparecidos políticos anexa à Lei nº 9.140/95. Natural da cidade de Prata, no Triângulo Mineiro, Élson era o responsável pelo setor de

agitação e propaganda do PCB, trabalhando na produção e divulgação do jornal Voz Operária, órgão oficial do partido.

Iniciou sua militância política liderando uma greve de caminhoneiros em Uberlândia. Já militante do PCB, viajou pelos países socialistas do Leste Europeu na década de 1960.

Perseguido após abril de 1964, teve seus direitos políticos cassados. Era casado com Aglaé de Souza Costa e foi deslocado pelo partido para atuar em diferentes cidades brasileiras:

Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Niterói, Campo Grande, Recife, Curitiba e finalmente São Paulo.

Em 1970, foi condenado pela Justiça Militar e cumpriu pena em Curitiba(PR). Solto, passou a viver com o nome de Manoel de Souza Gomes e residia na Rua Timbiras, no bairro de

Santo Amaro, quando foi preso na manhã do dia 15/01/1975, no bar ao lado de sua casa, de acordo com as informações contidas no
Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos.

O ex-agente do DOI-CODI/SP, Marival Chaves, informaria na já citada matéria da revista
Veja, de 18/11/1992, que os integrantes do Comitê Central do PCB que foram mortos pelos

órgãos de segurança no início de 1975 tiveram seus corpos jogados no rio de Avaré, no interior de São Paulo. Esse ex-sargento relatou: "Outro que está no rio é Elson Costa,

assassinado em 1975. Ele era o encarregado da seção de agitação e propaganda do partido. Na casa de Itapevi, foi interrogado durante vinte dias e submetido a todo tipo de

tortura e barbaridade. Seu corpo foi queimado. Banharam-no com álcool e tocaram fogo. Depois, Elson ainda recebeu a injeção para matar cavalo".

O Relatório do Ministério do Exército, de 1993, registra o dia 16, e não 15, como data do desaparecimento: "no dia 26/02/1975, seu irmão Oswaldo Costa esteve no QG do II Exército

para informar que ele teria sido levado pelos ocupantes de dois veículos tipo "Veraneio", no dia 16/01/1975. Segundo ele, o fato foi testemunhado pelo proprietário de um bar e

noticiado pelos jornais, como sendo o seqüestro de um rico comerciante. A ocorrência foi registrada no 11° DP, conforme BO N. 315/75 como tendo ocorrido na rua Timbiras,

199, em Santo Amaro/SP".

Já o jornalista Elio Gaspari, em A Ditadura Encurralada, aponta o dia 14 como data do desaparecimento: "No dia 13 de janeiro o CIE estourou a capa de proteção do PCB e

localizou a gráfica clandestina onde se imprimia o jornal Voz Operária, no subúrbio carioca. Ela funcionava num subterrâneo, num sítio. Chegava-se à impressora por um

alçapão existente no fundo de uma caixa-d"água, que era esvaziada para que os trabalhadores descessem. A Voz submergira em 1964, mas reaparecera um ano depois,

circulando mensalmente. Com a gráfica, sumiu mais um pedaço da cúpula do Partidão. Um dos responsáveis pelas máquinas, Élson Costa, desapareceu no dia 14 de janeiro.

Dirigente experimentado, já passara em silêncio por duas cadeias. Segundo um sargento do DOI, mataram-no numa casa do CIE, na periferia de São Paulo".

Em 2004, Élson Costa foi homenageado com a Medalha Tributo à Utopia, criada no ano anterior pela Câmara Municipal de Belo Horizonte para lembrar as vítimas da ditadura, mortos e

desaparecidos políticos.

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+ Informações.

E
LSON COSTA

Militante do PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB).

Nasceu em 26 de agosto de 1913, na cidade de Prata, Minas Gerais, filho de João

Soares da Costa e Maria Novais Costa. Desaparecido em 1975, em São Paulo.

Casou-se com Aglaé de Souza Costa.

Era o responsável pelo setor de agitação e propaganda do PCB.

Na manhã do dia 15 de janeiro de 1975, Elson foi preso no bar ao lado de sua casa, onde

havia ido tomar café. Alguns vizinhos tentaram protestar contra a ordem de prisão dada por seis

homens, pois, para eles, quem estava sendo preso era o aposentado Manoel de Souza Gomes

que vivia na Rua Timbiras,199, bairro de Santo Amaro, em São Paulo.

Segundo o depoimento do ex-sargento do Exército, Marival Dias Chaves do Canto, do

DOI-CODI/SP, publicado na Revista "
Veja" de 18 de novembro de 1992, Elson foi levado para

uma casa em Itapevi, centro clandestino da repressão ligado ao DOI-CODI/SP, onde foi

submetido a todo tipo de tortura. Seu corpo foi banhado em álcool, queimado e afogado no rio

Avaré.

Sem notícias de Elson, desde seu desaparecimento em 1975, apesar das buscas, sua

família conseguiu, na justiça, anos depois, um atestado de morte presumida. Sua irmã

Zailde, exprime assim sua dor: "sempre tive um pouco de esperança de que ele poderia

aparecer vivo, mas depois de tantos anos é triste parar de acreditar nisso".

O Relatório do Ministério do Exército diz que "no dia 26 de fevereiro de 1975, seu

irmão Oswaldo Costa esteve no QG do II Exército para informar que o mesmo usava o

nome falso de Manoel de Sousa Gomes e que teria sido levado pelos ocupantes de dois

veículos tipo "Veraneio", no dia 16 de janeiro de 1975. Segundo ele, o fato teria sido

testemunhado pelo proprietário de um bar e noticiado pelos jornais como sendo o seqüestro

de um rico comerciante. A ocorrência teria sido registrada no 11° DP, conforme BO N°

315/75 e tendo ocorrido na rua Timbiras, 199, em Santo Amaro/SP".

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+ Detalhes.



"Sem terroristas para caçar e com o Araguaia devolvido ao silêncio da floresta, o Centro de Informações do Exército avançara novamente sobre o Partido Comunista.

Essa ofensiva, lançada no início de 1975, abriu a primeira crise militar do governo Geisel.

No dia 13 de janeiro o CIE estourou a capa de proteção do PCB e localizou a gráfica clandestina onde se imprimia o jornal a Voz Operária, no subúrbio carioca.

Ela funcionava num subterrâneo, num sítio. Chegava- se à impressora por um alçapão existente no fundo de uma caixa-d'água, que era esvaziada para que os trabalhadores descessem. A Voz submergira em 1964, mas reaparecera um ano depois, circulando mensalmente. Com a gráfica, sumiu mais um pedaço da cúpula do Partidão.

Um dos responsáveis pelas máquinas, Elson Costa, desapareceu no dia 14 de Janeiro. Dirigente experimentado, já passara em silêncio por duas cadeias. Segundo um sargento do DCI, mataram-no numa casa, na periferia de São Paulo.

Outro, o gráfico Alberto Aleixo, de 72 anos, foi formalmente preso. Dois meses depois, os policiais internaram o velho comunista, com quinze quilos a menos, no hospital Souza Aguiar. Era irmão de Pedro Aleixo, o vice-presidente de Costa e Silva, de quem se distanciara. Pedro morreu em março, sabendo que seu irmão estava preso. "



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As Ilusões Armadas 4



A Ditadura Encurralada



ELIO GASPARI

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+ Detalhes.
Militares se alarmavam com pedidos de informação de parentes de presos políticos, mas nunca enviavam notícias
25 de julho de 2009 | 0h 00


Marcelo de Moraes e Vannildo Mendes - O Estadao de S.Paulo

Quando Elza Rocha de Miranda decidiu escrever para o presidente Ernesto Geisel pela segunda vez em 12 dias, sua resistência já tinha chegado ao limite. Em 10 de março de 1975, não escondia a aflição pela falta de notícias sobre o paradeiro do marido, o jornalista e advogado Jayme Amorim de Miranda, e descrevia seu estado para Geisel como "desesperada e angustiada". Membro do comitê central do PCB, Jayme tinha sido preso no Rio, em 4 de fevereiro de 1975, sem deixar rastro. Como outros, nunca voltou e seu nome faz parte da lista de mortos e desaparecidos políticos.

Elza não foi a única a apelar em vão para os generais-presidentes e seus ministros em busca de algum sinal dos familiares. Documentos inéditos da ditadura registram essas tentativas frustradas por parentes de militantes de grupos clandestinos que desapareceram nos porões da repressão. Várias buscas foram preservadas no Arquivo Nacional, em Brasília, no inédito acervo de correspondências recebidas pelos presidentes militares, ao qual o Estado teve acesso. A ditadura arquivou não apenas essas cartas, mas toda a sua tramitação.

Só foram guardadas as cartas dirigidas diretamente aos presidentes, que tinham potencial para causar problemas para o governo. Era o caso de textos que também eram enviados para entidades da sociedade civil ou de defesa dos direitos humanos. Por isso, os burocratas da repressão abriam processos internos para registrar a evolução dessas cobranças.

Nada irritava mais o governo. Cobrados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em relação ao paradeiro de Jayme Miranda, os órgãos de inteligência divulgaram a informação falsa de que ele teria fugido para Rússia - na ocasião, provavelmente já estava morto. Em memorando ao então ministro da Justiça, Armando Falcão, sugerem que essa informação seja repassada à esposa de Jayme e à OAB. De próprio punho, Falcão redige um bilhete aos subalternos, rejeitando a hipótese de prestação de contas à OAB. "É suficiente comunicar à esposa." E até mesmo isso seria feito com restrições, conforme instruções dadas pelo ministro, em bilhete de 8 de maio de 1975.

COBRANÇA EXTERNA

Cobranças do exterior, especialmente da Anistia Internacional ou da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, eram rechaçadas, mas causavam enorme desconforto. Em várias ocasiões, obrigavam o governo a montar farsas.

Para a Anistia Internacional, a instrução era não responder. "Quanto à Amnesty, há dois avisos do SNI nesse ministério, inclusive com exposição de motivos que mereceu a aprovação do excelentíssimo senhor presidente da República e em que se recomenda que não sejam dadas respostas à correspondência da entidade e que o Serviço Nacional de Informações seja informado de qualquer documentação dali procedente", diz texto de 19 de outubro de 1977, aprovado por Falcão.

Longe de sensibilizar os líderes do governo, as dramáticas cartas e telegramas enviadas por familiares foram sempre tratadas com burocracia, desprezo e até deboche. Mesmo sabendo que as pessoas procuradas já tinham sumido em suas prisões, os integrantes do governo militar mantiveram a encenação, sempre respondendo aos parentes com mentiras ou informações desatualizadas.

Nas cartas, os parentes parecem já prever o pior para seus parentes. É o caso de Elza Miranda: "Senhor presidente, meus filhos e eu estamos muito aflitos com os rumores de torturas aplicadas aos presos políticos. Meu marido é um homem doente e certamente não resistirá aos maus tratos da prisão." Estava certa. Torturado na cadeia, o corpo de Jayme teria sido jogado de um avião militar a 200 milhas da costa brasileira.

Em outra carta, em março de 1975, Aglaé de Souza Costa escreve a Geisel, em busca de notícias sobre o marido Elson Costa, do PCB. "Como brasileira e como esposa é que me dirijo à Vossa Excelência, com todo o respeito, depois de perambular de prisão em prisão em busca de notícias de meu esposo Elson Costa", narra. "Apelo à consciência cristã de Vossa Excelência, em cujas mãos deposito a vida de meu marido e o meu direito de esposa de saber se ele está vivo ou já não está morto."

Aglaé recebeu informações erradas, dando conta de que ele não foi localizado em nenhuma prisão do Estado, embora tivesse sido preso em janeiro por seis homens na porta de casa.

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+ Detalhes.
jornal A Nova Democracia

No ano de 1974, Ernesto Geisel assume a gerência do regime militar que mergulhava em aguda crise, principiada pela bancarrota do chamado "milagre econômico". Por trás da candidatura Geisel, havia uma ala de militares que predicava uma abertura do regime visando conter o avanço de uma situação revolucionária no país.

As promessas de abertura política, investigação de denúncias de tortura, maior participação no Estado de setores da burguesia considerados "excluídos", tudo isso permeou a chamada "distensão" política.

Mas antes mesmo de completar seu primeiro ano a gerência Geisel sofre uma derrota eleitoral para o "oposicionista" Movimento Democrático Brasileiro " MDB nas eleições para a Câmara e o Senado. Em novembro de 1974 o MDB conseguiu 16 dos 22 senadores e 160 das 364 cadeiras na Câmara. A resposta eleitoral foi apenas um aspecto da revolta popular que já ocupava as ruas. A reação veio de imediato e foi levada a cabo pelos que ficaram conhecidos como os "linha dura" do regime, mostrando na prática que o período Geisel foi semelhante aos seus antecessores, caracterizado pelo mais covarde desrespeito a vida humana e sua submissão ao imperialismo ianque.
Empastelamento do Voz Operária

No dia 13 de janeiro de 1975 o Centro de Inteligência do Exército " CIE empastelou* a gráfica do jornal Voz Operária, dirigido pelo PCB, que funcionava clandestinamente num sítio no Rio de Janeiro. No dia seguinte à invasão, Élson Costa, um dos responsáveis pela gráfica e dirigente do PCB, desapareceu e, posteriormente, segundo relatos de seus companheiros e investigações de estudiosos do regime militar-fascista, foi morto numa casa mantida pelo CIE na periferia de São Paulo.

Após o empastelamento da gráfica do Voz Operária transcorrerá uma onda de prisões de militantes do PCB.

" Entre janeiro e julho de 1975, 500 membros do partido foram identificados, 200 foram presos e 14 morreram assassinados " salienta Waldemar.

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+ Detalhes.

[PDF]
LUTAS PELA TERRA NO TRIÂNGULO MINEIRO
www.iica.int/.../...
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
caminhoneiro João Cândido, do professor Nélson Cupertino e de Elson Costa, que futuramente se tornaria membro do Comitê Central do Partido, o PCB constituiu ...
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+ Informações.

"
Elson Costa
Ficha Pessoal

Dados Pessoais
Nome: Elson Costa
Cidade:
(onde nasceu)
Prata
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
26/8/1913

Dados da Militância
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Manoel de Sousa Gomes, Elio, Velho
Prisão: 15/1/1975
São Paulo SP Brasil
Rua Timbiras, 199, bairro Santo Amaro, em São Paulo
Segundo Relatório do Ministério do Exército, seu irmão declarou que Elson foi seqüestrado no dia 16/01/75.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1975
São Paulo SP Brasil
Clandestinidade

Dados da repressão
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Marival Dias Chaves dos Santos

Biografia

Documentos
Artigo de jornal
Auditoria da Marinha absolve acusados do PC. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 set. 1978. Com carimbo do arquivo do DOPS. O Conselho Permanente de Justiça absolve, por prescrição da ação penal, Luiz Carlos Prestes, Marco Antônio Tavares Coelho, Dimas de Assunção Perrim, João Massena Melo, Elson Costa, Orlando Rosa, David Capistrano, Luiz Inácio Maranhão Filho, Hiran de Lima, Itair José Veloso, Jaime Amorim, entre outros. O Comitê Brasileiro pela Anistia convocou para uma entrevista coletiva os familiares de desaparecidos que constam na lista de absolvidos com a intenção de apelarem junto ao governo no sentido de obter informações sobre o paradeiro de seus familiares.

Artigo de jornal
Pessoa desaparecida. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 11 mar. 1973. Apelo de Aglaé de Souza Costa, esposa de Elson, pedindo pistas do paradeiro de seu marido. Elson foi seqüestrado por alguns homens, próximo a sua residência. Nenhuma informação foi conseguida nos órgãos de segurança pública.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP de 09/06/75 com informações retiradas de documentos no arquivo do DOPS relativos às atividades políticas em organizações de esquerda e prisão de Elson, entre 03/52, com seu nome aparecendo como simpatizante comunista em Belo Horizonte, até 25/03/75, com seus familiares prestando depoimento para a delegacia especializada a respeito de publicações em jornais sobre seu desaparecimento. Com códigos de localização de apenas alguns documentos no arquivo.

Relatório
Indicações para a localização dos restos mortais de Elson Costa. Complementa as informações para a Comissão Especial Lei 9.140/95 a fim de que a morte de Elson seja reconhecida nos termos da lei 9.140/95.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 01/09/65, com dados pessoais e informações colhidas no arquivo sobre atividades políticas de Elson entre 01/09/65, com seu nome constando como membro da executiva e do CC do Partido Comunista Brasileiro até 16/01/79, com seu nome aparecendo em uma relação publicada pela Gazeta do Povo do Comitê Brasileiro pela Anistia como preso político desaparecido.

Pedido de busca
Documento do III Exército, de 07/04/75. Traz a informação de que Elson seria um dos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Desapareceu, com a ajuda de pessoas do PCB, e em 01/75 a sua esposa foi interrogada, sendo possível apreender material subversivo que pertencia a Elson. Ele já esteve preso em Curitiba, PR e foi cassado pela revolução de 1964.

Ofício
Documento de Aglaé de Souza Costa, esposa de Elson, a Miguel Reale Junior, presidente da Comissão Especial da Lei 9.140/95, em 18/01/96. Ela requer a localização e entrega dos restos mortais de Elson e indenização. Em anexo estão as indicações para a localização dos restos mortais, cópia da cédula de identidade e do CPF de Aglaé.

Depoimento
Documento escrito por Aglaé de Souza Costa, esposa de Elson. Informa que ele iniciou sua vida política pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), em Uberaba, MG. Fez parte do Comitê Central desse partido, divulgando o jornal "A Classe Operária". Teve seus direitos políticos cassados em 1964 e passou a viver com outro nome, em várias cidades, até ser preso em São Paulo, em 1975.

Evento/ Homenagem
Homenagem aos desaparecidos políticos por meio de ato de oficialização dos nomes das ruas do Jardim da Toca, em São Paulo, SP, em 04/09/91, contando com a presença da prefeita Luíza Erundina, do vereador Ítalo Cardoso, dos familiares dos homenageados e de representantes da sociedade. Homenageados: Ana Rosa Kucinski Silva, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio dos Três Reis Oliveira, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Aylton Adalberto Mortati, Elson Costa, Hiran de Lima Pereira, Honestino Monteiro Guimarães, Ieda Santos Delgado, Maria Lúcia Petit da Silva e Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Acompanha convite para a solenidade.

Carta
Carta de Aglae de Souza Costa, esposa de Elson, ao Presidente Ernesto Geisel, em 08/02/75. Ela pede notícias sobre seu marido, que foi levado da porta de casa por seis homens, em 15/01/75, e desde então desapareceu.
  Autor: Carta o Berro





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